domingo, 16 de fevereiro de 2025

02 - O QUE É NOMOFOBIA?

 


O uso excessivo do celular tem impacto expressivo na saúde mental dos jovens, podendo levar à dependência. Saiba como lidar com esse tipo de situação.

Cabeça abaixada, olhos atentos ao celular... Você já deve ter visto muitos jovens dessa forma. É cada vez mais nítido o quanto os adolescentes estão dependentes da tecnologia. Mas o que acontece se eles ficam sem as telas, especialmente nesse momento em que os celulares estão proibidos nas escolas? Em alguns casos, os jovens podem apresentar um quadro de nomofobia, caracterizado por um terror em ficar longe do celular ou sem acesso à internet.

Apesar de não ser reconhecida como um transtorno pela comunidade médica, a nomofobia tem um impacto significativo na saúde mental dos jovens. Quando estão conectados aos dispositivos móveis, os adolescentes ficam dependentes da dopamina, neurotransmissor responsável por causar sentimento de prazer.

    Como as crianças se viciam nas redes sociais?

“O celular oferece estímulos constantes de recompensa rápida, como notificações e interações sociais, criando um ciclo de busca compulsiva. Ficar longe dos dispositivos requer tratamento, adaptação e aumento da tolerância, pois pode gerar ansiedade, insegurança e medo de exclusão social”, explica Larissa Fonseca, psicóloga e doutoranda da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo).

Nomofobia: sintomas principais

ü  Irritabilidade, inquietação ou angústia;

  1. ü  Compulsão por atualizar notificações, usar o celular em situações inapropriadas, como durante conversas presenciais e momentos em que a atenção deveria estar focada no real;
  2. ü  Dificuldade na concentração em atividades offline checando frequentemente o celular;
  3. ü  Problemas no sono, como acordar de madrugada para verificar notificações.

Como é feito o diagnóstico da nomofobia?

Ao perceber sintomas de nomofobia, os pais devem levar o filho a um psicólogo. O diagnóstico clínico é baseado na observação do impacto que a dependência e a ausência digital têm na vida dos adolescentes. A nomofobia ainda pode funcionar como um ciclo reflexo de transtornos psicológicos pré-existentes, como ansiedade e depressão. Em alguns casos, o uso excessivo do celular é uma válvula de escape para o sofrimento, criando uma dependência emocional na tecnologia como uma compulsão por doces ou vícios. “Além disso, a exposição constante a redes sociais pode intensificar sentimentos de comparação e insatisfação, agravando quadros depressivos”, destaca a psicóloga.

A retirada abrupta do celular pode gerar sintomas de abstinência?

Sim! Segundo a especialista, é possível que os adolescentes se sintam mais irritados, inquietos e ansiosos após a retirada dos celulares. “O ideal seria uma adaptação gradual e a introdução de atividades que estimulem a interação social e a recompensa pelas interações com pessoas, como brincadeiras saudáveis para aumentar, parcialmente, a dopamina (que estará em falta a partir da ausência do uso)”, orienta a psicóloga. “O suporte emocional promovido pelos professores e pelos pais também é fundamental para que tal mudança ocorra com acolhimento da dor e com o mínimo de trauma possível”, acrescenta.

    “Tecnoferência”: como a distração dos pais ao celular impacta os filhos?

Para criar momentos livres das telas, as famílias podem apostar em jogos, brincadeiras e atividades esportivas. Além disso, a especialista destaca a importância dos pais darem exemplo, reduzindo seu próprio uso de dispositivos eletrônicos.

Como é feito o tratamento da nomofobia?

O tratamento pode ser feito durante a Terapia Cognitivo-Comportamental. A partir dessa abordagem, é possível desenvolver estratégias para reduzir a dependência das telas, como restruturação da rotina, manejo da ansiedade e técnicas para incentivar a atenção plena.

Como prevenir a nomofobia em crianças e adolescentes?

    Observar e conversar sobre o conteúdo acessado, promovendo diálogos. Conteúdos positivos devem ser conversados para associá-los aos valores familiares e promover reflexão, enquanto conteúdos negativos devem ser abordados de forma leve, incentivando que os jovens falem os motivos pelos quais eles não deveriam acessar determinadas páginas ou vídeos, de maneira que expliquem a sensação provocada por esse tipo de conteúdo.

  1.     Limitar o horário e o tempo para o uso do celular.
  2.     Ter momentos livres de telas em família, como durante as refeições, incluindo jogos de tabuleiros, de desenhos e de baralho.
  3.     Incentivar atividades presenciais, como esportes, brincadeiras e leitura.
  4.     Ensinar que a tecnologia é muito importante, mas que o valor das relações reais e presenciais é diferente.
  5.     Após a brincadeira, incentivar seu filho a perceber seus sentimentos, como alegria, felicidade, motivação, ânimo, surpresa e diversão.

7 comentários:

  1. 06) Faça a leitura do texto: "O QUE É NOMOFOBIA?" e marque na apostila os trechos que você considerou interessante durante a leitura.

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  2. 07) O que é Nomofobia?

    R = É o medo irracional de ficar sem o seu telefone celular ou de se sentir incapaz de usar o telefone por algum motivo, como a ausência de um sinal, o término do pacote de dados ou a carga da bateria.

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  3. 08) O que te chamou a atenção no texto? Por que?

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  4. 09) Apresente os principais sintomas da nomofobia.

    1. Irritabilidade, inquietação ou angústia;
    2. Compulsão por atualizar notificações, usar o celular em situações inapropriadas, como durante conversas presenciais e momentos em que a atenção deveria estar focada no real;
    3. Dificuldade na concentração em atividades offline checando frequentemente o celular;
    4. Problemas no sono, como acordar de madrugada para verificar notificações.

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  5. 10) Como é feito o diagnóstico da nomofobia?

    Ao perceber sintomas de nomofobia, os pais devem levar o filho a um psicólogo. O diagnóstico clínico é baseado na observação do impacto que a dependência e a ausência digital têm na vida dos adolescentes. A nomofobia ainda pode funcionar como um ciclo reflexo de transtornos psicológicos preexistentes, como ansiedade e depressão. Em alguns casos, o uso excessivo do celular é uma válvula de escape para o sofrimento, criando uma dependência emocional na tecnologia como uma compulsão por doces ou vícios.

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  6. 11) Você se viu algum aspecto do quadro de nomofobia? Justifique.

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  7. 12) De acordo com o texto, como prevenir a nomofobia em crianças e adolescentes?

    R = Observar e conversar sobre o conteúdo acessado, promovendo diálogos. Conteúdos positivos devem ser conversados para associá-los aos valores familiares e promover reflexão, enquanto conteúdos negativos devem ser abordados de forma leve, incentivando que os jovens falem os motivos pelos quais eles não deveriam acessar determinadas páginas ou vídeos, de maneira que expliquem a sensação provocada por esse tipo de conteúdo.

    Limitar o horário e o tempo para o uso do celular.
    Ter momentos livres de telas em família, como durante as refeições, incluindo jogos de tabuleiros, de desenhos e de baralho.
    Incentivar atividades presenciais, como esportes, brincadeiras e leitura.
    Ensinar que a tecnologia é muito importante, mas que o valor das relações reais e presenciais é diferente.
    Após a brincadeira, incentivar seu filho a perceber seus sentimentos, como alegria, felicidade, motivação, ânimo, surpresa e diversão

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